Wednesday, April 1, 2009

Fantasias!

Ufff, estimados leitores, faço um interregno a minha prolongada ausência para anunciar que o regresso não está para breve. A minha ineficiente organização não me permite conciliar multiplas agendas com excessivas (pelo menos para mim) viagens. Ainda bem que não prometi assiduidade porque assuntos para reflectir não param de surgir, afinal, acontecimentos não fazem greve. Mas como o nosso países está cheio de gente com imaginação fértil a minha ausência não se fará sentir. Leiam este texto que concerteza dar-me-ão razão. A não ser que também tenham imaginação fértil.

Leram? Sugeri a leitura do texto porque me fez pensar se é mesmo absurda a ideia da distinção entre formas de pensamento “lógico” e “pré-lógico” em algumas pessoas. Eu cresci numa cidade pacata atravessada por um Rio (Limpopo) e com uma praia linda que dista a uns 10 km da cidade. Sempre, ou quase sempre, ouviamos estórias de afogamentos. Pessoalmente tive conhecidos bem chegados que se afogaram na praia de Xai-Xai assim como no rio limpopo. As razões por detrás dos afogamentos variavam entre a simples ignor ância do comportamento das marés, não saber nadar, a existencia de bacias de água remoinha (principalmente na praia de Xai-Xai), enfim para cada caso um factor ou a combinação de vários podia ter estado por detrás mortes por afogamento. Agora, essa de um exterminador invisível, eish!

Se o próprio notícias, onde a razão ao que me parece deveria prevalecer, dá espaço a este tipo de estórias porque nos admirariamos que houvesse pessoas a defenderem que matar outrem pacusado de prender a chuva no céu não deve ser criminalisado porque é manifestação de um outro tipo de lógica para a qual a nossa lógica não tem lógica? É um tipo de racionalidade para a qual a racionalidade daqueles que acham isso incrédulo é irracional. O problema do relativismo é esquecer que o próprio relativismo é relativo! Depois de ler o texto de opinião do leitor Victorino Xavier e de toda incredulidade que perpassa o texto fiquei a pensar em sugerir ao director do Notícias a abertura de uma coluna com o título “fantasias”.