Thursday, October 25, 2007

Mais Engenharia Oral 2- Debate!

Está a decorrer um debate interessante, aqui (no Moçambique Online), sobre a introdução do turno pós-laboral nos cursos da faculdade de engenharia da UEM. Recorde-se aqui do ponta pé de saida.

PS: Obrigado Emídio Gune por me alertar para o debate. No entanto, devo dizer que ao tentar fazer o link sou levado para um e-mail em grupo.

O texto que se segue é da autoria de Gune e sua intervenção no debate. Coloco-o aqui porque não consegui o localizar no Moçambique Online

Agradável conversa


Lindo discurso, Massinga, essa parte todos já fomos informados, porém acho que as melhorias visíveis não devem mnimizar nem ofuscar o contexto e os problemas implicados. Mais, se concordarem gostaria de sugerir que deixassemos os nomes sonantes e conversassemos argumentativamente sobre os tópicos em pauta, introdução do pós laboral na UEM.

Gerónimo relembra o contexto, embora assuma como possibilidade a sua descontextualidade, nada entretanto assegura-nos que o esteja. A propósito como vai a questão do rácio estudante docente por lá? E o acompanhamento dos estudantes para a realização de trabalho de fim de curso, acompanhamento de estágios e outras actividades, a quantas vão?

Lembrar que o docente desenvolve actividades de pesquisa, extensão e docência, fica cansado e tem direito a descanso, a diversificar as actividades nas quais ele fica concentrado, ou se preferir abdicar do descanso que seja da sua livre vontade, e não um imperativo institucional, que seria contrário a lei.

Talvez lembrar ainda que existe uma diferença lógica entre a duração dos cursos a tempo inteiro com os cursos a tempo parcial, no qual são inclusos o pós laboral, cursos a distância e aos finais de semana, cabendo aos últimos uma maior duração. E a existir uma que tenha-os com a mesma duração, e esse seja o argumento para que por aqui também seja assim, então de volta a guerra porque existem também países em guerra....Não, nivelar por baixo não, embora respeite todos os que o pretendam fazer.

A não ser que que a ideia seja transformar a Universidade em uma escolinha do ensino superior, manuais para cima deles e quatro anos depois Diploma com eles, quital passagens automáticas e semi automáticas, também com o direito de se o “encarregado de educação” achar que o desempenho de seu educando ou fraco dirige-se a instituição e exige que ele repita o curso...quantos encarregados neste pais teriam capacidade para faze-lo... e mais, não me parece seja a ideia, porque acredito haver algum equilíbrio ainda...

Formar pouco mas bem e crescer de forma sustentável, sem perder de vista os objectivos da instituição, que tem uma função a desempenhar na sociedade, muito mais para além de distribuir batinas e canudos.

Quero lembrar que vivemos uma época na qual escasseam empregos em países com pessoas altamente qualificadas e com muita experiência, e se continuarmos nesses moldes por cá incorremos no risco de formar com baixa qualidade e o resto... poderá voltar a imagem de uma multidão de jovens com o ensino médio concluído defronte da FACIM a concorrer para uma vaga de servente ou de uma “greve” em uma das unidades de saúde de referência do país, com candidatos com o ensino médio a concorrerem por uma vaga de servente, mas desta feita afectando retumbantemente o nível superior...

Votos de bom dia

Emídio Gune