Tuesday, September 25, 2007

Publish or Perish 4: Quem e o que se publíca na “nossa” Academia!



Lembram-se do que debatemos, há alguns dias, aqui, aqui e a qui sobre a publicação, ou melhor a não publicação. Pois, então, leiam a seguinte notícia. Retirei-a da edição do dia 24 de Setembro 2007 do jornal médiaFaX. É interessante é notar que da curta lista, que eu saibam só dois se podem considerar académicos. Depois notem uma coisa curiosa no comentário do chefe da imprensa que diz : “Em termos de vendas, o nosso interlocutor precisou que, os livros técnicos-científicos são mais procurados comparativamente aos de ficção”. O chefe da imprensa foi até algo “injusto” com um dos lideres em termos de públicação líricas, seu antigo Boss que aperece na categoria gregária dos OUTROS!Mais comentários para quê? Eis a fina Flôr da nossa académia. É pena que não nos disponibilizaram a lista de algumas de suas publicações.
####
Com cerca de 300 livros lançados
Imprensa Universitária em reestruturação

(Maputo) A Imprensa Universitária que esteve adstrito à Fundação Universitária da mais antiga e maior Universidade do país está em processo de reestruturação das políticas editoriais e comerciais. De acordo com Sérgio Tique, Chefe de Gabinete de Comunicação e Marketing da Imprensa Universitária, a editora está a estudar uma política editorial que beneficie tanto a própria Imprensa como os escritores. Tique que falava ao mediaFAX referiu que a imprensa quer entrar num estilo em que a publicação dos livros seja mediante o pagamento de um valor monetário, pago pela direcçãode finanças da Universidade, dado que, dantes a publicação era feita a custo zero o que lesou de certa maneira a Imprensa Universitária. Tique revelou ainda que vários livros ainda se encontram guardados nos computadores, porem devido à debilidade financeira ainda não foram publicados, e prevê-se que este ano sejam publicados apenas oito títulos. Nos últimos anos, explica Tique, adoptamos uma política de publicar livros daqueles escritores moçambicanos mais consagrados, que não tinham oportunidade de publicar, como o caso de Ungulani Ba Ka Kossa, Eduardo White, Juvenal Bucuane, Brazao Mazula, Carlos Serra, Tomás Vieira Mário, Hélder Muteia, entre outros.
Em termos de vendas, o nosso interlocutor precisou que, os livros técnicos-científicos são mais procurados comparativamente aos de ficção. O Chefe de Gabinete de Comunicação e Marketing da Imprensa Universitária acentuou que a prioridade em termos de produção é a tiragem de livros para a docência exigidos mais para a aprendizagem, que podem ser de investigadores, professores ou estudantes da UEM ou das outras editoras. A imprensa foi criada como uma unidade de apoio em material de arquivo aos estudantes, porém, com o andar do tempo, a imprensa cresceu e adquiriu novos tipos de equipamento e com o desenvolvimento da tecnologia entrou para um nível que para além de fazer trabalhos para Universidade explora a área comercial.
(Daniel Paulo)
Fonte:Mediafax,24/09/07