Monday, November 5, 2007

Erro humano e negligência!

Cometer erros é humano, diz-se. É assim como muitos de nós nos desculpamos dos erros que as vezes cometemos. Mas há situações em que se deve evitar o máximo possível cometer erros. Nessas situações, o argumento espresso pela desculpa acima nem sempre é aceitável. Lembram-se do caso da explosão do paiol em Março último? Aquilo ainda pode ser considerado simplesmente erro humano, ou já cai na categoria de negligência? Imaginem o que seria de nós se os pilotos vivessem cometendo erros. Pensem no que acontece no HCM, onde até se esquece pensos dentro do corpo após uma cirurgia. Enfim, os exemplos são tantos.
Há instituições e profissões cuja função é a de detectar erros. As editoras, por exemplo, têm revisores linguísticos, as universidades têm revisores linguísticos e de texto (proof reading). Os jornais, sérios, também costumam ter esse tipo de profissionais. Nesse tipo de orgãos não se públicam, ou melhor não se devia publicar textos escritos a pressa. Textos que não passaram por uma revisão linguística minuciosa. Afinal tratasse, nalguns casos, de documentos oficiais e públicos.Um jornal nacional por exemplo devia ser coisa séria. Devias usar lupa para detectar um erro nele, e mesmo assim não achar algum. Um jornal nacional não é como um blog pessoal, e mesmo nestes os erros as vezes incomodam, mas são na minha opinião tolerávais.

Não são toleráveis apenas porque eu também os cometo as vezes, mas porque a natureza da escrita bloguista, as vezes espontânea e apressada é inimiga da perfeição. Há blogs até em que o autor simplesmente não pontua e mesmo assim nos deliciamos com as ideias expressas em seus textos. Agora, errar tanto assim num jornal nacional como o Jornal Notícias, o maior orgão de comunicação escrita do país, é no mínimo exemplo de mau profisionalismo e de negligência. É um crime linguístico. Leiam a seguir a notícia e depois podem julgar-me! Começando pelos erros deste comentário espontâneo. Vou pintar em azul algumas palavras mal escritas. E nem me vou referir aos problemas de formulação frásica e de conteúdo, que esse é outro assunto.##
No quadro da globalização: África deve sobreviver dos seus próprios recursos segundo - Presidente da Republica, Armando Guebuza, no termino do Fórum África

O PRESIDENTE da República, Armando Guebuza, que hoje termina visita oficial à Alemanha, desmistificou o pensamento europeu tendente aencarar o Continente africano como se fosse um país, afirmando [?]cada Estado possui suas especificidades. Falando ontem em Wiesbaden numaconferência conjunta de chefes de Estado que marcou o fim do Fórum África, Armando Guebuza afirmou que no quadro da globalizacao, a NovaParceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD, como instrumento económico africano, deve levar os povos do chamado continente negro asobreviver com os seus próprios recursos.

Maputo, Segunda-Feira, 5 de Novembro de 2007:: Notícias

O Chefe do Estado mocambicano disse que a União Africana definiu a Nova Parceria para o Desenvolvimento de África e o Mecanismo deRevisão de Pares (MARP) como sendo os instrumentos para a sua participação inequívoca no processo da globalização, os quais exaltam,entre outros, a auto-estima dos povos africanos. É que nos chamados países do norte, o desconhecimento da realidadeafricana faz com que o continente seja encarado numa perspectiva negativista. Para alguns cidadãos da Europa, por exemplo, a Africa éum continente de miséria interminável, de sofrimento, desentendimento, doencas, um mundo de problemas sem solucao.Armando Guebuza explicou que o Continente Africanos é composto de vários países, cada um com a sua realidade específica. O Chefe doEstado explicou o processo que culminou com a criacao do que é hoje chamada Uniao Africana, afirmando que tudo comecou em 1963 com afundação da Organiyacao de Unidade Africana.O Presidente da República defendeu que a busca de apoios e solidariedade externa só faz sentido quando os africanos tiverem, elesmesmos, a capacidade de produzir e aumentar a produtividade para a sua própria sobrevivencia. O Fórum África foi uma iniciativa do Presidentealemao, Horst Kohler, que juntou num mosteiro em Wiesbaden chefes de Estado de cinco países, nomeadamente Mocambique, Botswana, Madagascar,Benin e Nigéria. O Gana esteve representado no encontro pelo rei Asanti Kotoko. O tema central do fórum foi a globalizacao e os seus efeitos no relacionamento com a Alemanha, dentro do qual foram discutidos temascomo o comércio, a migracao, entre outros. O presidente alemao defendeu a necessidade de os países do norte canalizarem à África umaajuda eficiente e ef icaz.Horst Kohler afirmou que os povos afrficanos conhecem os seus próprios problemas e possuem a necessária competencia para a solucao dosmesmos. O problema é como o continente deve ser apoiado para ultrapassá-los, num quadro de uma parceria justa.Horst Kohler levantou mesmo algumas questoes, como o que os países do norte devem fazer para que a globalizacao seja um processo quecontribua em primeiro lugar para a reducao da pobreza. O estadista alemao disse que o diálogo entre Africa e a Europa, em particular aAlemanha, deve ser prosseguido. Hoje, o Presidente da República termina a sua visita oficial à Alemanha e inicia uma de trabalho à Itália, onde deverá manterconversações com as autoridades governamentais. A visita é encarada com bastante interesse no relacionamento entre Mocambique a Itália,porquanto acontece numa altura em que o Governo italiano dirigido pelo Primeiro-Ministro Romani Prodi tem manifestado grande abertura einteresse de reforcar as relacoes históricas e de amizade e cooperacao existentes entre ambos os países.O Chefe do Estado deverá visitar ainda o Vaticano, onde vai ser recebido pelo Papa Bento Ratzinger.Na noite de ontem, Armando Guebuza reuniu-se com representantes da comunidade mocambicana na Alemanha.
FELISBERTO ARNACA, em Berlim