Sunday, April 22, 2007

Fazer negócio com ideias!



O presidente da república em presidência aberta por algumas províncias e distritos do país tem estado a fazer o balanço da sua administração/governação. Nos comícios populares, um pouco ao estilo Samoriano, é notável o mal estar de alguns dirigentes cujo trabalho é avaliado, ali, em pleno público. Que o diga o governador da Zambezia! Já se falou tanto desse espectáculo grotesco que nos dá impressão de que se esta a fazer algo. Avaliações de desempenho não se fazem em comícios populares. Muito menos sem se estabelecer os critérios para tal avaliação. Está-se a avaliar o que? Na base de quê? Benchmark é um termo em inglês que sugere a necessidade de uma espécie de indicadores de comparação que nos permitem avaliar alguma coisa. Como exigir algo que não se sabe o que é? Ai esta o velho problema levantado pelo sociólogo Elisio Macamo. Este país está cheio de soluções para problemas que não existem. Os sete milhões constituem solução para que problema? De investimento no distrito? Do défice orçamental? Para que área deve ir esse dinheiro, para além daquela “boa” parte paga aos técnicos que estão lá sem saber o que fazer? O problema dos distritos é mesmo problema que requer soluções técnicas? Enfim, poderia referir-me a muitos mais aspectos das enumeras contradições facilmente detectáveis nos discursos do chefe de estado nesta sua presidência aberta. A expectativa de ver mudança é grande, mas ela não paga o preço da falta de ideias. O Presidente, por exemplo, queixa-se entre outras coisas da falta de ideia que as pessoas tem sobre o que fazer com os sete milhões aloucados para os distritos. Meia volta refere que em alguns distritos houve má aplicação. Como pode ter havido má aplicação se nem se sabe para que é direccionado tal dinheiro. O administrador, como não poderia deixar de ser, que ao ver o tecto de seu palácio ruir ou outra coisa qualquer, e decidir segundo sua ordem de prioridades resolver o problema usando dos sete milhões estará a fazer mau uso do dinheiro? Depois iremos ver neles corruptos, neste país sedento de apanhar espantalhos. Ao chegar a Niassa o presidente anunciou a alocação de mais dinheiro para os distritos. Para quê? A resposta é para financiar empreendimentos públicos e privados que sirvam para o incremento da produção alimentar e criação de mais postos de trabalho. Mas como se faz isso? Pelas mensagens contraditórias parece não haver clareza ainda, mesmo assim há mais “taco” para o distrito!

Enfim para não estar a ser pessimista resolvi tomar algumas lições. No suplemento económico do Jornal notícias que sai todas as sextas-feiras o jovem gestor Jaime Langa dá-nos uma dica de como aceder e usar o “taco”, os sete paus! Langa inicia na sua coluna do jornal designada bloganálise um debate interactivo com os seus leitores, aquilo que é uma modalidade comum aqui na blogosfera. A primeira lição que se pode retirar do seu texto é de que não se faz negocio com dinheiro, mas com ideias!

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