Thursday, March 29, 2007

Creio por que absurdo!

No compensation for the 101 killed in Moz disaster

[1] “There is no way that dead people can be compensated”.

[2] “This was an accident at a state weaponry depot, there is no monetary compensation”.


Tenho em mãos a edicção de ontem, 28 de Março de 2007, do jornal diário da cidade do Cabo na Africa do Sul, Cape Argus. De lá retirei estas duas frases declarativas da primeira ministra de moçambique, Luisa Diogo, que inspiram o título do jornal que traduzido significa: Não a compensação para os 101 mortos no disastre em Moçambique. Se eu não fosse moçambicano e tivesse acompanhado a estória das explosões do paiol apenas pela versão oficial, em nenhuma circustância acreditária em alguem que me viesse dizer que a primeira ministra veio publicamente emitir tão absurdas declarações. É, justamente, por sê-lo (Moçambicano), e com a experiência de viver procurando conhecer melhor o meu país, que creio (acredito) que assim se tenha pronuciado. Creio porque absurdo.

O absurdo tomou conta do nosso quotidiano e manifesta-se de diferentes formas cuja discursiva é mais facil de apreender. Dizem-se, na nossa esfera publica, muitos absurdos.
Acontecem no nosso país tantos absurdos, que até se tornam banais, ou banalizados. A banalização pode ser uma forma reconfortante, uma almofadinha, para domesticar o absurdo e manter-mos o nosso equilibrio psicológico que certamente certos ditos e feitos absurdos abalam. Daí que pronunciamentos como os da primeira ministra não nos causem espanto algum ou até reações publicas de repúdio. Por isso, podes-se dizer, no nosso contexto, que os pronunciamentos publicos não tem nenhum custo político. São pronuciamentos que caem num saco roto e sem fundo. Não admira, portanto, que os políticos não meçam as consequencias dos seus pronuciamentos e dos seus actos. E nisso não existe diferença entre pronuciamentos do presidente da assembleia da república referindo-se as exploões quando diz que: - “essas coisas contecem”; da desculpa do ex-ministro do interior para as fugas de Anibalzinho da prisão, A. Manhenje, quando dizia que: - em todo mundo os presos se scapulem ou ainda das frequêntes derrapagens do lider da Renamo cujos ditos absusrdos nem preciso recordar de tantos que são! Tudo isso faz-me crer que vivo no país do absurdo.

Porque é que estas duas frases da ministra são absurdas. Na acepção mais simples do termo, absurdo é algo que não faz sentido é contrário ou é repugnado pela razão. Na primeira frase, traduzida, a ministra diz que: - de jeito algum pessoas mortas podem ser compensadas. É claro! Um morto não pode ser compensado. Não precisa ser primeira ministra para saber isso. Repetir isso em jeito de esclarecimento é um absurdo. No entanto, e isso é que importa realçar, a morte de um individuo pode e devia ser compensada. Devia ser compensada condiderando as circunstâncias em que aquela ocorre. Quando a morte de um individuo é da responsabilidade de uma entidade como o estado pode e deve ser compensada. Saberá a ministra que há pessoas, os ditos altruistas, que aceitam a tarefas cuja realização passa pela sua morte? Essas pessoas exigem que suas famílias sejam compensadas por isso. Desde terroristas até aqueles que nas diversas funções que exercem são sujeitos ao risco de perder a sua prórpia vida. Conheço, pessoalmente, talvez por ter nascido em Gaza, muitas histórias de madjonidjones cujas famílias receberam um bom pé de meia pela morte de seus familiares nas minas. Poderia mencionar aqui, infinitamente, exemplos desta natureza. As familias dos soldados americanos perecidos nas guerras absurdas promovidas por aquele país são e bem compensadas pela morte de seus ente queridos. Mas para não gastar mais o meu latim com este absurdo vou me referir no segundo comentário a função do seguro de vida.

A segunda frase do pronuciamento da primeira ministra, traduzida, quer dizer: - este foi um acidente do depósito/armazém de armamento do estado, não haverá compensação. Se a primeira ministra já sabe que foi um acidente para quê e porque razão nomeaou uma comissão de inquerito? Para saber aquilo que já sabe ou apenas para o Inglês ver? Se é para saber o que já sabe, então é mais um absurdo. O acidente do paiol, como a ministra o designa, é um incidente que se tem repetido de forma anunciada. Um acidente não é anunciado. Acontece! Um acidente é um acontecimento imprevisto e fortuito do qual resulta um dano causado ao objeto ou à pessoa segurada. O incidente do paiol foi mesmo um acidente? Que elementos de prova nos permitem falar em acidente? Coloco melhor a questão. É acidente para quem? Para o governo? Para o ministério da defesa? Para os militares que ficavam - (ficavam?) de guarnição? Uma coisa é certa. Para as mais de 100 pessoas mortalmente apanhadas desprevinidas foi um acidente?

Domesticar a incerteza (os riscos).

Não é possivel viver sem correr riscos. Apenas os mortos não correm riscos. De forma geral risco designa a incerteza. Temos varias incertezas ao longo da nossa vida. Incerteza se vamos ficar doentes amanhã, se vamos ser assaltados uma vez que graça tanta criminalidade no país, incerteza de que a namorada não me vai trocar por outro. Enfim, existem riscos nas mais variadas esferas da vida. Ainda simplificando grosseriamente diria que existem teoricamente dois tipos de risco, um puro e outro especulativo. O puro refere-se a uma situação que envolve qa chance de perda ou não, e o especulativo a chance de ganho. Todo o substracto conceptual do calculo do risco para os seguros, por exemplo, assenta na idéia de que as incertezas, isto é, as dúvidas consquentes para a inabilidade de predizer (colonizar) o futuro afectam as decisões dos indivíduos. As tecnicas de mediação dos rsicos convergem para a tentativa de transformar as incertezas em segurança. As empresas de seguros compram o risco, a incerteza, a imprevisibildade das pessoas vendo-lhes segurança. Segurança de que em caso de acidente teram determinados pacotes de compensação.

Os cidadãos estabelecem com o estado uma relação algo parecida. Os cidadãos vendem o seu risco ao estado e este aceita comprá-lo. E essa se torna na principal razão da existência do estado, como tentou argumentar o meu colega Elton Beirão. Um estado que não garante a integridade física dos seus cidadãos – se é que o nosso nos têm como tais – não é estado. Em circunstâncias como a do incidente sinistro do paiol nem os mecanismos de segurança privada, alternativa ao estatal, devem ser considerados. O estado tem toda a responsabilidade sim de compensar as familias das pessoas malogradas, feridas, devido a sua ineficiência em prover segurança as cidadãos. E se de acidente se trata, isso não muda absolutamente nada o cenário. É por isso é que existem os serviços de seguro. Com esta visão sinistra e de irresponsabilização que a chefe do governo demonstra, entende-se porque o segurança social no país anda uma lástima.

8 comments:

Patricio Langa said...

O texto apresenta algumas gralhas e problemas de acentuação que não consigo corrigir! As minhas desculpas aos leitores. Prendam-se ao contéudo. PL

Nkhululeko said...

Até onde se chega, Patrício...!
Abraço.

Patricio Langa said...

Oi Nkululeko!
A luta deve continuar contra o absurdo.
Abraço

freefun0616 said...

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