Saturday, March 31, 2007

Como sempre, o balanço é Positivo!

Na tomada de posse do novo reitor da UP o presidente da republica teceu, entre várias, as seguintes declarações.

Na ocasião, o Presidente da República apreciou o trabalho desenvolvido pelo reitor cessante, Carlos Machili, indicando que, sob a sua direcção, a UP registou um aumento do número e da qualidade dos docentes formados naquele estabelecimento do ensino superior, ao mesmo tempo que se registou um incremento substancial do número de estudantes”.

“A expansão da UP pelas províncias merece igualmente o nosso registo e elogio”, disse Guebuza, que indicou que, hoje, aquele estabelecimento de ensino está mais próximo de mais cidadãos, participando de perto na implementação da agenda nacional de luta contra a pobreza
”.

Fonte: Maputo, Sábado, 31 de Março de 2007:: Notícias

Como sempre, o balanço é Positivo!

É sintomático como no nosso país se fazem análises superficiais de problemas cruciais. Considero análises superficiais aquelas baseadas num fraco conhecimento, senão mesmo desconhecimento total sobre o que se está a emitir determinado juizo. Imagino que o presidente tenha, digo com algumas dúvidas, assessores para as diferentes áreas de governação. Suponho que deva ter um para a educação, de maneira geral, e talvez até um especifico para o ensino superior. Terão sido estes a indicar o aumento do número de docentes e da “qualidade” dos docentes (qualidade de quê?) como critérios para que se faça um balaço positivo? A UP, hoje, é uma contradição. Contradição em relação ao próposito pelo qual se estabeleceu aquela instituição. Sobre este assunto vide duas entradas minhas neste blog com os títulos: "Desupeização da UP" e "A descaracterização da UP". Lá demonstro como a UP ao se mercantilizar, na natureza dos cursos que oferece, perdeu de vista a sua própria vocação de formar professores claramente exposta no seu plano estratégico. Não preciso de falar das condições de escolarização, básicas, que se degradaram na UP, do invulgar número de estudantes por turma, das condições precárias em que se assistem as aulas. Enfim, da UP real. Fico com a impressão de que o presidente da república mal conhece a UP. E esse mau cohecimento é derivado de que o faz chegar a informação de que tudo vai ou ia bem na UP. Em team que está ganhando não se mexe, dizem os brasileiros. Porque mudar, então, se a UP vinha cumprindo e bem o seu papel?
Não quero por em causa a avalição que faz dos vários anos da gestão de Machili na UP. Mas seria importante sabermos se o aumento do número de docentes é um critério plausível e premissa fidedigna para se tirar a conclusão de que o balanço foi positivo. Quando se fala da qualidade de docentes formados naquele estabelicimento de ensino refere-se aos corpo docente da UP ou aos estudantes graduados? Porque é que a expansão para as províncias, em si, representa algo positivo e merecedor de elogio?

6 comments:

GM said...

Oi Patrício,
Desde que me conheço, tenho ouvido o tipo de reflexões que tu fazes de que o ensino de "hoje" é de inferior qualidade em relação ao ensino de "ontem". Já ouvi até reflexões que testemunham que a qualidade de ensino do Departamento do Sociologia da UEM é inferior à qualidade de ensino da UFICS. Tudo isto me suscita uma pergunta pessoal ao Patrício.

Sei que fez o mestrado na Cidade do Cabo. Pode testemunhar que era o pior aluno que por lá andava? Pelas reflexões que tenho ouvido tudo indicaria que sim.

Podes crer que eu até advinho a resposta que hás-de dar, porque eu também estudei fora. E quando para lá fui, se dizia que o ensino em Moçambique havia batido fundo e que, por razões óbvias, já não podia piorar mais.

Aguardo tua resposta.

Um abraço. Gabriel Muthisse

GM said...

Muitas vezes nós próprios não sabemos porque é que os investidores estrangeiros preferem trazer para Moçambique os seus próprios sociólogos, os seus próprio economistas: Nós não nos candamos de dizer que somos o piorio que existe. Nestas condições quem deveria acreditar que o Patrício e o Gabriel são bons sociologo e economista, respectivamente?

Outro abraço. Gabriel Muthisse

Patricio Langa said...

Meu amigo G.M
Realmente pode ser que nos estejamos a subestimar.
Mas a experiência, pessoal, que tenho é de que fazemos o contrário.
Sobrestimamos, sobrevalorizamos e ficamos cegos para aquilo que está errado.
O país vai bem e nós somos tão bons. No futebol, na ciência, no basquet em tudo.
Vivemos da e na ilusão da perfeição. Elogiamos a mediocridade. Oh o G.M vai me dizer que nessas áreas todas somos bons? Concordo consigo, mais formularia a resposta de outra forma.
Há muitos Moçambicanos que estudam fora e se dão mal. Mas também há os que se dão bem. Normalmente os primeiros comportam-se segundo as práticas apreendidas e consolidadas em casa (Moç), os segundos adaptam-se as exigências do novo contexto institucional. E, claro, brilham! Sim G.M eu defendi a minha tese de mestrado com distinção 90%.
Abraço

freefun0616 said...

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